

Realizado no Sítio do Sossego em Contagem, a 3ª edição do evento foi sucesso de público. Os organizadores já planejam o concurso do ano que vem em São Paulo.
Minas Gerais foi palco para o III Concurso de Cervejas Artesanais promovido pelas ACerVas. O evento reuniu mais de 600 pessoas entre cervejeiros caseiros, proprietários de micro cervejarias e público em geral. Nesta edição, o concurso teve 107 cervejas inscritas que concorreram em três categorias: English India Pale Ale (escola inglesa), Weizen (escola alemã) e Belgian Strong Ale (escola belga). Além disso, 22 micro cervejeiros patrocinaram o evento.
Segundo um dos organizadores e membro da ACerVa Mineira, Danilo Mendes, o objetivo do concurso é difundir a cultura cervejeira. “Quanto mais difundimos que existem alternativas à lourinha gelada, mais as micro cervejarias conquistam o mercado”, diz ele. Esse ano o concurso ganhou proporções maiores: esta foi a 1ª edição em nível nacional. Danilo diz que as duas edições anteriores tiveram um número bem mais limitado de participantes, com 25 e 49 cervejas inscritas, respectivamente. Este ano, o evento contou com a participação de 28 jurados, dentre eles os mestre cervejeiros das micros que patrocinaram o concurso, além de pessoas do meio, especializadas no assunto.

Outro organizador do evento e membro da ACerVa Carioca, Leonardo Botto, diz que após o evento de 2007 e a criação das ACerVas Gaúcha, Mineira e Paulista, ficou decidido que haveria um rodízio quanto da sede dos próximos eventos. Minas Gerais levou 2008, São Paulo ficará com 2009, Rio Grande do Sul com 2010 e Santa Catarina com 2011.
Sucesso projetado no futuro
Jurado do evento, Marco Falcone diz que o concurso é uma grande demonstração de que o movimento das cervejas especiais no Brasil é exponencial. A tendência de crescimento é cada vez maior, pois possibilita ao cervejeiro caseiro produzir aquilo que as grandes cervejarias não conseguem. Falcone diz que são as pequenas cervejarias em pequenos espaços que conseguem fazer essa revolução lançando cervejas diferenciadas.
Botto acredita que os eventos anteriores contribuíram aumentando a credibilidade dos cervejeiros artesanais diante daqueles que já os conhecem e por despertar a curiosidade daqueles que não. Ele reforça que, por produzirem cerveja em casa, os cervejeiros caseiros tornaram-se aliados das micro cervejarias na difusão da cultura cervejeira. Danilo completa: “a nossa ‘briga boa’ é disseminar essa cultura”. Botto diz que é preciso ensinar aos amigos e pessoas mais próximas o valor de uma cerveja de qualidade, seus atributos e formas de degustação mostrando quão atrativa pode ser uma cerveja artesanal.
Danilo diz que este ano o evento superou as expectativas e que o sucesso dos eventos anteriores reflete o sucesso atual. A divulgação ficou por conta da mídia espontânea e do “boca-a-boca”. “É como a Lei da Física, isto é, para toda ação há uma reação. Houve uma ação de massificação da cerveja durante uns 30 anos. Hoje há a reação que é o interesse por cervejas especiais”, explica. Ele reforça que tudo o que fazem é por hobbie e por paixão à cerveja. Falcone diz que este concurso é um marco importante para o renascimento e revolução das micro cervejarias no Brasil. Ele compara a situação brasileira com o movimento The Craft Beer Renascence na Europa nos anos 70, e com o The Micro Brew Revolution ocorrido nos EUA nos anos 90, ou seja, renascer a arte de fabricar cerveja dentro de casa.
Quanto ao concurso deste ano, Falcone reforça que além do aumento do número de participantes, o corpo de jurados também aumentou e que isso é um fator importante. Este ano a produção do evento se preocupou ainda mais com a qualidade técnica dos jurados oferecendo um curso de degustação antes do início do evento. “É uma tentativa do movimento ACerVa de criar um corpo de jurados qualificado e equalizado para que o resultado do movimento seja cada vez mais preciso e mais técnico”, aponta.
Participando pela segunda vez como jurado deste concurso, Falcone diz que o sucesso é algo progressivo. A partir do momento que se obtém sucesso é possível aumentar a condição e a atratividade do evento. Diz que este ano conseguiram triplicar o concurso e que, de certa maneira, é um tanto assustadora a projeção para 2009.
Falcone prevê que os homebrews de hoje tendem a ser os micro cervejeiros de amanhã. Segundo ele, hoje o Brasil tem cerca de 100 micro cervejarias e este número deve saltar para 300 em um ano. Com este tipo de movimento Falcone diz que é possível agregar mais pessoas que entendam que existe um mercado diferente do de cervejas industriais. Desta maneira agregam mais pessoas dispostas a apreciar e a degustar cerveja de qualidade.
Quanto às pretensões futuras, Botto diz que são grandes, ambiciosas, mas poucas. Em suma, pretendem fomentar a cultura cervejeira de forma que tenham cada vez mais boas cervejas no mercado, assim como insumos e equipamentos de qualidade para a produção. Danilo revela que o sucesso deste evento está intimamente ligado ao do próximo ano, em São Paulo. E este promete ser maior e mais abrangente ainda do que o deste ano. Agora é esperar 2009!
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Direto dos EUA
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E o prêmio vai para...
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