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O mercado de cervejas especiais no Brasil cresce a cada ano. Em 2007 esse crescimento foi de aproximadamente 12% contra cerca de 7% do crescimento de cervejas em geral. No ano passado esse aumento no consumo de cervejas Premium aumentou em quase 20%. Os importadores estão otimistas quanto a esse fato. No entanto dizem que a permanência neste mercado não é um trabalho fácil.

Mário Reuter, da UnilandExport aponta que um dos fatores que prejudicam a importação de cervejas é a questão dos prazos de validade. “Muitas vezes as cervejas demoram um período de três a quatro meses para saírem da cervejaria e chegarem até nós”, diz. Alguns clientes deixam de comprar quando o produto está com a data de validade próxima do vencimento. Renato Ferreira Lima, também da Uniland Export reforça que a burocracia brasileira é fator determinante para o atraso na comercialização dos produtos.

Letícia Borges da Casa da Cerveja diz que a ineficiência na importação está nos dois lados: tanto nos brasileiros quanto nos europeus. Com grande parte do portfólio de cervejas vindas da Europa, Letícia aponta que os europeus têm maior dificuldade em trabalhar com a documentação exigida pela Receita Federal no Brasil, já que na Europa não é necessário o grande volume de documentos exigidos aqui. “O Brasil é extremamente burocrático”, completa.

Além da papelada, o Brasil tem outro fator que agrava a questão das importações: as greves e os impostos. Letícia diz que gerenciar a importação e todos os afins que a envolvem é bastante complicado. Numa ocasião de greve as importadoras são obrigadas a esperar vários meses até a retirada do produto, o que afeta consideravelmente a relação entre a importadora e o cliente.

No entanto, o aumento do consumo de cervejas especiais saltou de US$ 1.859.516 em 2000 para US$ 7.399.921 em 2007. Marcelo Stein, da Bier & Wein Importadora diz que este mercado está se ampliando cada vez mais. “Todo mundo quer entrar no segmento de cervejas Premium”, comenta. Isso acarreta a entrada de grandes corporações neste cenário e faz com que as importadoras concorram com os grandes grupos. Entrar neste mercado hoje é bastante complicado, já que boa parte das marcas pertence às grandes cervejarias. Por outro lado, Renato diz que a força das grandes cervejarias contribui para a democratização do mercado.

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